segunda-feira, maio 31, 2010

Diabinho Noir e o lado escuro da calçada

Eu me amarro em filme mudo, anos 10 e anos 20. O cinema ali se mostra inteiro como linguagem, chegando a ter diálogos mesmo q sem o tal do som direto. A criatividade e a técnica trazem a brincadeira tecnológica ao status de Arte em pouco menos de 30 anos.

Tenho andado por aí com meus amigos ou em missões mais solitárias para além das trilhas. Ver um showzinho, reuniões, expedições em shoppings e restaurantes. Tudo território inóspito, campo minado prum gordo consciente de sua condição impermanente de emagrecimento e dieta em modo contínuo.

A vida lá fora segue sem a gente, ela não espera, ela segue na batida e na pressão de todo Santo dia.

Assim como segue a vida, as emoções e seus estados estão aí. Num dial q nem sempre temos controle, sentidos e sentimentos estão para serem sintonizados e transformados em energia de movimento e frenagem. Sem juízos de valores, apenas associo alegrias a conjunto e ebulição e a tristeza a alguma introspecção, isolamento e uma certa friagem. O acaso está aí pra mexer a vontade neste dial e na sintonia destes estados de emoções.

Há uma necessidade humana de desenvolver anticorpos ao acaso e suas armadilhas. Dispositivos, maneirismos e outros artifícios racionais ou instintivos, todos cedo ou tarde sucumbem diante da força do acaso. Consciente e atento a isso o negócio é tocar o barco sabendo q tanto qto cumprir a missão viver é preciso.

Parte da guerra se vence sabendo um pouco dos caminhos e da tropa com q se anda. Dos caminhos temos de nos preparar, pois nem sempre temos como saber a priori as curvas e retas q o compõem. Já a tropa não, vc pode muito bem estar com quem é interessante, necessário, amigo sei lá enfim, a seleção é muito mais próxima a vc e seu controle.

Este FDS foi um bom exemplo de q mesmo de estomago cotó e dieta, podemos encarar toda missão q se apresente.

Começou com a queda do planejado. Eu e mais dois guerreiros iríamos aproveitar a lua cheia pra um pernoite fotográfico na Pedra do Sino. A chuva inviabilizou a viagem.
Sexta acabamos nos reunindo no Heavy Dutty, um antro de música underground e cerveja. Não fumo e não bebo, mas inexplicavelmente curto a atmosfera e principalmente a musica q rola nestes cantos obscuros. Ver uma banda sem nome, contemplar uma certa malandragem pode soar estranho, mas me ajudam a seguir adiante. Onde quer q seja esse a frente.

No sábado a noite, ja agendada fazia algum tempo festa a fantasia do TrilhasRJ, preço único birita e comida regadas. Tudo o q vc quer ouvir em dieta livre. Coisa q nunca mais, dureza mas verdade, vai rolar no meu endereço. Livre só a força de viver e correr atras de uma tocada mais feliz de vida. Isso tem rolado, a troca vem sendo mais q justa. Ta fazendo parte da vida adulta, compreender q não ter tudo o q se deseja esta muito longe de um estado de infelicidade.

Admitir q as vezes, pode ate rolar um certo banzo de vidas passadas, com alimentação desregrada e destilados. Vidas estas q me conduziram a um estado de prémorte e miserabilidade em exílio social, trocadas por uma maior atenção a mim mesmo é uma boa troca.
Sim, as vezes a bola baixa mesmo, o capetinha aparece em forma de aromas e vontades inexplicáveis, quero bife com queijo e cocacola, uma dose do velho Jack. Poderia ter, mas prefiro pensar q agora ainda não é a hora. Depois q a bola sobe a meia altura, fica facil ver q o mais acertado é se manter forte qdo livre das tentações e rir muito delas para negá-las em momentos mais frágeis. Escolhas podem ser dificultadas pelo acaso, mas nem todas podem ser ditadas por ele. O q se come, o q se bebe e pricipalmente com quem se anda, pode ser muito bem controlado por alguem com polegar opositor e megaencéfalo superior desenvolvido.
É isso aí.

sexta-feira, maio 28, 2010

Estranhas Soluções

Lá se vão quase 1 ano e meio de interdição estomacal. Sou um azul graduado nesta história e hj em dia tem pintado muita conversa em torno do q tenho feito para seguir nesta fuga. Em posts antigos* eu sempre tive uma posição muito crítica com o comportamento de paciente com PhD em medicina.
É fato q qquer pessoa com mais de um neuronio pesquisaria bastante antes de realizar uma operação invasiva e espontânea como a é a gastroplastia. Sim, depois do procedimento esta pesquisa se aliaria a vivencia e consequentemente, o desenvolvimento de práticas e repertório das mais variadas formas de comer, engordar, emagrecer e tudo mais q vai pelos domínios da fuga e do retrocesso a gordolandia.
Aos poucos vc pode estacionar entre a neurose e a entrega. Ser chato não tem como deixar de se-lo. A escolha é ser manifesto ou ocluso.
O operado chato manifesto, incomoda de cara. Enche o saco com o papo de alimentação, exercícios e fatos de sua condição. Sabe tudo de dumping, dos cuidados com a alimentação e seu repertório de atividades físicas para evaporação de bacon. O perigo deste estado de chatice é a e a ejactação. Saber q no fundo o estado de baleia encolhida é quase uma liofilização, em q basta por um pouco de preguiça e comida e a baleia seca, infla e voilá: volta a ser baleia.
Uma baleia é uma baleia, compreende?
Eu tento usar este blog como descarga destes sentimentos e falas bestas sobre como usar o estomago anão para fugir da gordolandia. Eu me esculhambo e relativizo estas pretensas vitórias, a fuga é cruel, se vc não se mantem em movimento, ela rapidamente pára e retrocede.
Uma boa imagem para o emagrecimento seria tal como subir um andar, por uma escada rolante q desce em sentido contrário a esta subida. Para chegar lá no alto, vc tem q subir sem parar ate o final. O descanso se rolar, tem de ser ativo, para ficar parado na escada, vc tem de se manter em movimento, pois se parar vc desce. E lá embaixo é o lugar q vc não quer ficar.
O chato ocluso é o gordo q estaciona, retrocede e quer se convencer de q isso é normal. Sem mais nada a dizer sobre este tipinho, prossigamos.
Claro é q sendo manifesto, vc aos poucos tbém vira referencia desta fuga. Conhece outros fugitivos. Vira uma confraria. Aos poucos perguntam métodos e normas, e é bem estranho como os estranhos se estranham. Neste blog já falei de inúmeros relatos de como tem sido dificil conviver com uma dieta restrita e admito xiita como a minha. Apesar de achar, q eu de maneira alguma a advogo ou prego, sempre me vejo tendo de explicar pqS da minha opção.
Conversando com uma fugitiva outro dia, ela estava aflita com o atrator da gordolandia. Sua fuga estava estacionada e começando a retroceder.
Logicamente, tudo vem nessa vida de muitas camadas, dentro de um unico pacote. Se a vida é sua, o pacote é vc. somos análogos a uma cebola. Não vale chorar agora!
Sim, o mundo no entorno é cruel, políticas, eleições, seu time em crise, TPM das mulheres ao redor, engarrafamentos, meses maiores q nossos salários. Comerciais do outback, baconzitos, minibis e das macofertas. Tudo conspira para vc abdicar da dieta só por hj. A promessa do gostoso sempre é tentadora. Nada te ajuda. Nada. Q tal cultivar a gula por fastbooks da LPeM? To atras de tudo do velho Buko. Se for pra comer q seja o Misto Quente com vinho vagabundo do Chinasky.
Ta com saudade de vidas passadas? Te sugiro pegar um carrinho de compras, preferencialmente sabado a tarde, num supermercado tarja preta popular. Mercado cheio, encha o carrinho de compras com fome de recordações. Pacotão de arroz, sacos de macarrão, amarrado de 12 litros de refrigerante bola sete, uma garrafa de whiky Professores, papel higienico, pinho sol, 4 a 6 peças de fraldinha, duas ou tres barras de chocolate, pães, pomarolas, queijos, ovos, farinha de mesa, sabão em pó. Mercado cheio, fila de frios, 1Kg de mussarela fatiada e um kilo de presunto, 1Kg de salsichão e outro de salsicha. Rode pelo mercado. Engarrafamento de carrinhos, filas imensas. Outros habitantes da gordolandia, geralmente em torno das baias com provinha. Café de graça.
O requinte de crueldade é agora, estime o preço desse carrinho, pense no q falta. dois Kg de batatas, dois vidros de maionese, 6 pacotes de creme de leite, batata palha, champignon, 2Kg de peito de frango, leite em pó, leite condensado, nescau. Acho q era esse um carrinho padrão em 2007/2008. Duraria aí uns 10 ou 12 dias. estimo hj em 300 pilas. O mes com 30 dias, só com comidinha daria uns mil reais de comida. Pra mim.
Na fila do Supermercado, muita gente, deixo meu carrinho de vidas passadas e vou pra Pedra Bonita caminhar e justificar o gatorade q vou beber depois. Estamos em 2010 manter a fuga tem sim suas recompensas.
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* antigo na web pode ser algo com mais de um dia ou um ano. Com o twitter pode rolar até mesmo uma antiguidade instantanea. Welcome to this brave new world!

terça-feira, maio 25, 2010

Agulhinha

Fim de semana na modorra não pode rolar. Domingo pintou a missão de conhecer a Agulhinha da Gávea. Do lado da Pedra Bonita, trilha curta mas até então, desconhecida por mim.
Fui com o pessoal da Conquista. Comecei encarando uma caminhada urbana ate a Pracinha do Alto, tava em falta com a subida do alto e fiz abaixo dos 80 minutos com pausa pro café.
Na hora marcada estavamos seguindo de carro ate a entrada da estrada da Pedra Bonita, ali se estaciona e se encara o aquecimento de 7 minutos de ladeira infernal. Com mais um minuto se chega na entrada da trilha, q fica antes do larguinho de retorno do segundo estacionamento da Rampa de Voo. A trilha, realmente é vaptvupt, mas tem umas manhas. Pois o final dela tem uma escalaminhada e eu uso os joelhos nestas partes. O uso de calças compridas surradas é uma dica.
A trilha é clara, mas esta envolta em matagal fechado. Voltei de lá com a mordida de algum bicho maldito. A vista é bem legal e o topo é parecido com os menores do PNT (Pque Nacional da Tijuca). Marcamos um tempinho por ali e descemos onde aproveitando a proximidade, fomos dar uma olhada nos saltos de asa e paraglider.
Tinha séculos q não ia na rampa, está muito bem conservada, com uma infra muito bacana, arquibancada, muros, quiosque e uma galera de sherpas tropicais. O voo é um mercado e tanto.Depois disso seguimos pra velha conhecida, pedra bonita. Bati meu cartão e segui direto até o topo em pouco menos de 30 minutos.
É sem duvida a mais bela vista do RJ, fim de semana cheio de gente, o generoso platô q serviria até mesmo a inteligências extraterrestres. Depois de muito papo e contemplação, não necessariamente nesta ordem, descemos finalmente em grupo e nos dispersamos na Pça do Alto. Missão mais q cumprida no FDS, restou pegar uma VAN e voltar pra casa. Fome apertada macarrão com pomarola desceu com gosto de banquete. A próxima já esta agendada, Pedra do Sino em Teresopolis, com fotos e pernoite. Quem viver verá!

Tributo, Rock'n Roll e Cervejada


A menos de um mes da Copa de 2010, churrasqueiras e geladeiras de isopor já estão em amistosos preparatórios para o gde campeonato de futebol, ansiosa por cargas cada vez maiores de bicho morto assado e birita gelada.
Essa será minha primeira Copa de estomago cotó. Quase dois anos sem comer pães, bicho q anda e nada de beber coisas com gás. O cheiro de churrasco ainda é cruel.
Semana passada fui com meus amigos de PSYCHOCERVAS ao clube de rock CALABOUÇO. É um antro organizado em torno de cerveja e heavy metal. Fomos lá numa sessão extra da confraria motivados pela morte de um ídolo: Ronnie James Dio. O cara foi o maior gnomo cantante q esta terra já viu, colocou sua voz a serviço de projetos e bandas top de linha, influenciou gerações de cigarras do metal e deixa órfãos uma cambada de metaleiros, metalheads, headbangers e diabéticos como nenhum outro deixaria. O cara é um ícone.
A unica parada sem gás no menu é mate, sem carne só pastel de queijo. Sem glúten nada. Meus amigos meteram o pé na jaca como sempre, agravando o fato de ter uma carta de cervejas especiais. Lá pelas tantas tive de por pra jogo algo na minha cartela além dos meus mates, e pedi a porção de pastéis. Foi meu jantar, dois de queijo. Lá embaixo, rolava o tributo acústico ao Dio. Entre arranjos de musicas do Sabbath a lá Osvaldo Montenegro e Rainbow a moda Sá e Guarabira tocamos a noite zoando a valer. Estamos velhos. nossos ídolos estão morrendo ou completando meio século de vida e usando buttox. Cultura Pop é ridícula, mas eu gosto.
Valeu Dio!

quarta-feira, maio 19, 2010

Intensidade e Endurance no Peito do Pombo

Neste último final de semana, numa extensão das comemorações do meu aniversário
ainda dentro da busca de novos paradigmas, rolou uma viagem alternativa. Bem alternativa. Já estava mais q programado ir pro Sana com o grupo do TrilhasRJ numa pequena trip de dois dias. Cargueira pronta tres dias antes com, barraca, saco de dormir, isolante, 3 mudas de roupa: duas calças bermudas, 3 camisas dry fit, 2 camisas manga comprida, 1 calça speedo, casaco, gorro, cachecol, luvas de lã, 3 bermudas suplex, kit primeiro socorros, panelas de camping, kit higiene e um kit rango.
Ah sim, mochilinha de ataque, pochete charmosa e cantis. Para os pés duas meias por muda de roupas, bota e crocs. Mochilão com quase 15Kg.
As sete e meia no ponto de encontro, as oito começamos a rodar. Segundo ponto de encontro e no meio da estrada um bom café. Rumo a Casimiro de Abreu, desvio pruma estradinha para Barra do Sana. A partir daí é um rafting terrestre. A estrada é muito ruim, mas a paisagem muda e aos poucos vc ve o q te espera, rio com águas cristalinas, montanhas e muito verde. Chegamos no Camping Jatobá, montamos acampamento e daí fomos caçar o q comer. É chato, mas aí eu me destaquei da tropa, achei uma padaria e mandei mesmo um café com queijo prato fatiado pra dentro. Me reuni com outros desgarrados e mandei mais uma carga de queijo com guaraviton. Nos juntamos no camping e por volta de 14h partimos pro circuito de cachoeiras. Trilha padrão, inclinação moderada alguns pontos com lama e finalmente um Rio q te faz tirar a bota. Mais lama e finalmente aparece as sete quedas e em seguida o poço e finalmente a "praia" do Sana.Desta vez, levei uma maquininha fotografica point and shoot, uma samsung. Alem de ser de mais simples operação, a vantagem de te-la sempre a mão possibilitaria uma egotrip maior, tenho feito poucas fotos nas ultimas trilhas q fiz, curiosamente as ultimas foram das mais duras q fiz ate aqui, Sino, Travessia PaudaFome Camorim e agora essa no Sana. A maquina mais sofisticada exige uma atenção maior q posso dar em momentos de cansaço e de perrengue. Além é claro dela ser um peso extra q na variação de cota, irrita sobremaneira. Contudo, o resultado faz a gente querer levar a maquina la novamente, ja estou organizado para um pernoite no Sino semana q vem. Mas vamos em frente na caça ao Pombo. De volta ao Camping por volta de 18h estavamos liberados com aviso de partida para o Peito do Pombo no dia seguinte as 7h da manhã.
Aí começam as diferenças entre vc estar num camping bacana ou estar num furdunço. Alem do nosso grupo, tinha uma convenção de jeepeiros e mais uns dois grupos gdes alem do nosso. Chegamos logicamente com banho de cachoeira na prélavagem, mas houve quem evitou a agua fria e lógico, sabão faz parte. Em pouco tempo todos estavamos no esquema e fomos dar um bordejo no Sana. Uma praça, alguns barzinhos e vc viu tudo.
Dormir numa barraca de 2 lugares é relevante claustrofobicamente falando. A noite foi longa. Meu jantar, como o almoço, foi café com queijo. Os grupos animados cantavam MPB com viola e percussão, alem de vocalizações tão animadas qto desafinadas. Isso é o inferno.
A saturação aumenta, pois o cansaço é real, a vontade de dormir tbém, assim como a consciencia de q o dia seguinte esta chegando e a trilha de 4h é punk. Vc começa a pensar em chacina de famílias quando lá fora cantam milton nascimento, pq diabos alguem tem de cantar Maria Maria sempre nesses encontros acústicos? To quase dormindo qdo a fome aperta. Pego minhas panelas, dois saquinhos de sopa instantanea e vou a cozinha do camping. O consumo da marvada faz parte do roteiro dos outros grupos, churrasco e comilança também. A cozinha esta uma zona. Pior é descobrir q não tem fósforos, só caixas vazias. Depois de uma hora e meia dentro do domingo do pombo, consigo acender uma boca de fogão. Qdo minha agua esta fervendo, minhas sopinhas secas no copinho aguardando a hidratação, lógico aparece alguem pra fritar uma linguiça. To uma bicha sensível, o cheiro de carne frita me deixa enjoado. Vou engolir minhas sopas longe dali. De barriga forrada volto pro meu cocoon e vou conseguir dormir quase 3h da manhã. Acordo com a alvorada poucas horas depois. O pessoal encara o café da manhã, deste pra variar consumo o queijo. Em priscas eras o pão, o bolo e principalmente o presunto seriam muito bem usados pelo Tulio, q certamente não chegaria ao Peito do Pombo algumas horas adiante.
Antes das 8h estavamos na trilha. Passamos a entrada das cachoeiras do dia anterior e seguimos, numa inclinação moderada, ritmo bom, descansos marcados nas fontes de agua q tem ao longo do caminho.
A trilha para o Peito do Pombo é um longo movimento de flanqueio. Vc "arrodeia" a pedra q a sustenta, o chato é ver q as indicações da trilha estão vandalizadas, como senão bastasse a dificuldade natural de encara-la, parece rolar um corporativismo local para q vc visite a pedra somente com os guias da terra. Bem vindos ao flowerpower do século XXI. Qdo vc começa a avistar o pombo no alto da Pedra, o gás aumenta.
Andamos até um rio com um tronco como ponte, prum cara consciente do peso e da pouca habilidade com obstáculos naturais devo admitir q piscou a situação lá embaixo. Mas grupo é grupo e dele veio a força: atravessa isso aí mané! tá com medinho? anda logo!!! Se vc não for eu não vou tbém.
Aí eu tive de ir. Sabendo q a volta seria pelo mesmo lugar. Entramos no pasto e o chão forrado de bosta e buraco é a gde fonte de atenção. O capim alto, camufla e engana. O tombo pode ser duro, pq alguns buracos são mais fundos q uma perna. Muita bosta de vaca, algumas secas e antigas, fariam a felicidade de quem cultiva plantas em pequenos espaços. Lembrei do meu avô. Ele me levava ao pasto de São João Nepomuceno para catar bosta seca para espalhar no jardim da casa. Bosta molhada queima a planta.
Bosta seca tbém é veículo QSP do cânhamo consumido por filósofos e vagabundos. Lembrei também de doces amigos fumadores de bosta de vaca. Fui punido por Jah e tomei mais um tombo. O terceiro só na ida. Finalmente chegamos na saída do pasto e ali fizemos a foto oficial da jornada. Este foi o último momento lúdico, daí pra frente foi dureza extrema. A pirambeira vai de moderada a punk HC em 2 minutos. Foi mais de uma hora saindo na porrada com o chão. Aos poucos vc vai ficando entre duas vontades e uma pergunta: desistir, chegar e o q eu estou fazendo nesta merda? O ar tem preço, a água tem preço, o gelzinho de limão vira iguaria fina e dá o levante necessário. De repente um grito lá de cima, Chegamos Argentino! sim a camisa do dia anterior virou designação do FDS. Tres subidas de corda e o pessoal ta de piqenique armado no alto da Pedra. Ao fundo o Peito do Pombo. Uma formação bizarra, q poderia ser assinada por um artista foronfonfóin de arte contemporânea. Aquela verruga de montanha vista lá debaixo se impõe, mostra como escala pode oprimir ou ter nobreza. O pombo é lindo. To exausto, como algumas besteiras merecidas, bebo minha agua e fico ali prostrado. Mais uma vez o grupo dá forças. Ja tem gente gritando debaixo do Pombo, aos poucos o piquenique se esvai, todo mundo vai pra baixo do pombo. Quero ficar ali. Mas o grupo me puxa.Aos poucos as fotos se esgotam, o folego recobrado começamos a descer, o mesmo caminho por volta de 15:30h estou no camping vendo banho e me arrumando pra voltar pra casa. Ja'pensando qdo irei voltar trazendo minha camera boa pra fzer fotos do pombo. A certeza de q ideal seria voltar com o grupo, pq ele puxa forças q as vezes a gente desconhece. Obrigado a todos, especialmente ao Sylvio, Jourdan, Cláudia, Dimitri, Lucien, Alencar, ao Casal q deu gas na subida infernal e as Sandras q me zoaram bastante.
As 8:30 da noite eu ja estava jogando minha cargueira no chão da minha casa, louco pra ver as fotos q fiz e principalmente ver as fotos alheias as minhas, com a certeza de q esta jornada valeu muito a pena.
Até a próxima.



segunda-feira, maio 10, 2010

Eu decepciono


Longe da perfeição, muito pelo contrário.
Eu desencanto, decepciono.
Sigo triste, não sou afeito a risos e a poesia.
Antes assim, assumir isso.
Viajar sozinho é melhor do que acompanhado.
Sinto falta sim, mas também já acostumei a perambular por aí.
Medos me acompanham, me assombram, não acho justo compartilhar essas coisas.
As vezes o próprio exorcismo destes medos os amplifica.
Espernear é o q me resta.
Sou resto.
Cansado de velhas batalhas.
Sinto q aos poucos meu repertório de improvisos começa a se repetir.
Como toda solução, trocar vício por virtude trás muita dor antes de resolver qualquer que seja a questão.
Desculpas é o que me resta, sim culpas existem e estão todas no meu escaninho.
Etéreas e palpáveis, transparentes, translúcidas e opacas.
Todas minhas.
Uma bela coleção.
As acaricio como todo bom colecionador.
Deveria já ter abandonado muitas destas tranqueiras emocionais, mas elas insistem em me orbitar.
Desculpas é tudo que posso usar por esta hora.
Fraco e covarde, com vontade e disposição de carregar apenas a minha mochila.

terça-feira, maio 04, 2010

Invisibilidades, Metáforas e o diabo que os carreguem

Qtas vezes a gente faz uma pergunta objetiva e recebe uma metáfora de resposta. Geralmente o poeta acha q está sendo genial em sua resposta, quase um monge, um profeta, mas na verdade, esta apenas sendo mais um motivo de desistencia de compreensão de seu interlocutor. Tenho respondido muitas coisas com metáforas ultimamente. Não acreditem em mim. Sou um charlatão, um conversa fiada. A verdade é q esse problema de obesidade não tem resposta objetiva a priori, simplesmente pq a resposta do problema só existe depois de respondida. E usando a imagem da montanha, vc tem de escolher primeiro chegar lá em cima emagrecido, ou ficar aqui embaixo gordo. Como chegar lá em cima? Só saindo na porrada todo dia com a montanha, subindo, cansando, procurando vias e caminhos pra chegar lá em cima. Usando cordas, pedindo ajuda a guias e parceiros. Sentando pra descansar, sentindo dores e desconforto. Usando o q puder pra alcançar o objetivo. Ou virar as costas pra montanha e sentar no boteco. Burrice é ir até a metade do caminho e voltar ao boteco. Fiz isso varias vezes, agora morro ou chego no alto. Sei que ser um emagrecido não é ser magro. Pois magrinhos, jamais serão; nunca serão!
Neste primeiro fim de semana de maio, encarei mais uma trilha pesada proposta pelo pessoal do TrilhasRJ. Uma travessia urbana no Parque Estadual da Pedra Branca, em Jacarepaguá. Nunca havia feito nada neste Pque, e uma travessia daria chance de usar ele todo em um só dia. A trilha é muito interessante, pois apresenta diversos terrenos e texturas, com a proposta de uma subida a Pedra do Quilombo e no fim a Cachoeira do Camorim. A proposta era de cumprir esta travessia em 6h.. Posto isso começamos a travessia na sede do PEPB com entrada pela estrada do Pau da Fome. Início ameno, mas logo pinta muita lama e a inclinação aumenta. Barro vermelho grudento, aumenta o peso da bota e ajuda a gravidade a te agarrar ao solo. Aos poucos a gente se afasta da sede e com uma hora e tal, o guia avisa a gente da necessidade de se manter coeso como grupo, trilha com bananeiras é ardilosa, pois alem da trilha tem a capilaridade dos catadores de banana, periga a gente marcar um caminho a direita da bananeira tal e descobrir q a 3m tem outra, a 2m outra e outra. Aí, vc ja se perdeu e fica complicado encontrar o caminho principal novamente. Bem, com quase 2h morro acima vc já está no clima da travessia, grupo gde, galera repondo as energias na rapida parada, tudo q não se quer é se perder dessa galera.O esquema é simples e muito eficiente, Um guia turbo adiante, levando os fominhas de trilha, um fecha trilha tocando os esbaforidos, bunda sujas e cagões e um flutuante, reencarnação de vietcongue q aparece no fim da trilha pra ajudar os enrolados ou dar um pique adiante do turbo pra saber como está o caminho a frente.
Eu sou o típico bunda suja, tenho medo de abismos e gosto de fazer força inútil. Subir cansa, escalar me aterroriza, mas a gente consegue chegar no alto do morrão. descansa, come, contempla, conversa, interage com os vetereanos de trilha, com os novatos e os guias. Daqui a pouco o grupo turbo levanta acamapamento e começa a descer, logo eu me vejo procastinando a volta, pq realmente detesto. Descer é mais sutil, vc fica livre no ar e é a hora q vc fica mais leve. Tá tudo ali acumulado em forma de energia potencial, vc tem q ir reduzindo aos poucos, pq se cair é saco preto. Descido o cume, agora é voltar a trilha da travessia, vc desce um morro ingreme com terra fofa. Sem classe eu desço de escorrega manteiga assumido, e a calça verde fica marrom chão. Se lama faz bem pra pele, minha bunda foi pro Spa. As 16h estamos no caminho da travessia novamente, seguindo para a cachoeira do Camorim. Antes disso aparece um açude, numa viagem vc pode apostar q vai aparecer um jacaré por ali. Agua verde, estilo caldo de cana, chão estranho e um cheiro bom pra caramba no ar, musgo ou algo do tipo. Sobe dos troncos escorregadios q estão ali, fazendo parte dos obstáculos naturais da trilha. Uma série de riachos e charcos, mais lama e o desejo de uma bota Nomade impermeavel. Quase 17h estamos próximos da cachoeira. Morro abaixo, a vontade de ficar ali é gde, mas o desejo pela invisibilidade, de cumprir o ritual como todo o grupo faz vc descer. Vale o sacrifício. A água gelada faz a gente renascer. De volta a trilha, as trevas chegam. Burro, esqueci minha tanterna de cabeça, to com uma de mão pendurada na mochila e é com ela q eu desço na banguela. Andar no escuro oprime e comprime o grupo. Tinham uns dez, contamos mais de 20 tombos na saida da Travessia. Contribui com 2. To na média. Imundo. Troquei de roupas na sede Camorim e quase 19h estavamos catando uma Van para retornar a urbanidade. De volta a Taquara rola uma ultima reagrupada, por volta de 19h todos se despedem, parte mete o pé e parte segue para a devida reposição de energias. Comida!
Buscamos uma padoca das gdes e cada um fez sua festa. Eu fui de cafe com leite, biscoito polvilho e um tijolo de aipim parecido com bolo. A rapaziada encarou a velha cocacola com frango e pizza da casa. Confesso q o cheiro é cruel, fico impaciente e meio q apesar de exausto prefiro ficar girando ao redor, q estacionado na mesa, olhando aquilo tudo. Vidas passadas assombram para sempre, como o abismo a gente encara com o q estiver a mão. Passado isso é carro e casa, dando a carona q tiver de ser dada. Quase 21h to em casa. O bacana disso tudo é encontrar um grupo a cada trilha, cada um com seus objetivos e estilos, comungam ali, por 10h o objetivo comum proposto pelos guias mais gente fina q conheço.
PS: Ah sim, tanto quem não pagou, qto quem não quer pagar guias de trilha que vá andar com o diabo que os carreguem! E o bom de andar com o diabo é q ele se amarra num deboche. Rir com ele é um gde prazer, ja que compactuar com ele tem consequencias funestas.

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Armadilhas Orais

Margarinas, biscoitos, salgadinhos, sorvetes: esses alimentos são ricos em gordura hidrogenada, portanto, aumentam o colesterol ruim e diminuem o bom colesterol (que protege as artérias). Pele de aves, bacon, toucinho, gordura aparente das carnes: esses queridinhos do paladar masculino são ricos em gordura animal. Por isso, aumentam o colesterol e podem prejudicar a saúde cardiovascular. Café ou chá preto em excesso: pensa que só porque está colocando adoçante tudo está salvo? Essas bebidas contêm cafeína, que podem, em altas doses, favorecer o aumento da pressão arterial e dificultar o sono, além de provocar dor de cabeça em indivíduos sensíveis. Temperos prontos: esse ingrediente contém glutamato monossódico e conservantes que, se consumidos habitualmente, podem sobrecarregar a função hepática. Açúcar simples e doces: eles aumentam a glicemia e podem, no futuro, alterar a ação da insulina e serem uma das causas de síndrome metabólica (conjunto de doenças que aumentam as chances de doenças cardiovasculares). Alimentos industrializados e conservas: esses alimentos ou petiscos podem aumentar a pressão arterial, além de outros males à saúde, dependendo da opção, pois são muito gordurosos. Embutidos: os embutidos (salsicha, linguiça, salame), além de serem muito salgados e gordurosos, contêm nitrato na sua composição e essa substância pode causar enxaqueca. Bebidas alcoólicas: ninguém está te proibindo de tomar um copinho ou outro de vez em quando. Mas o hábito sobrecarrega o fígado e pode prejudicar, inclusive, a função cerebral. Frituras: principalmente as que comemos na rua, como pastel, você deve deixar de lado. O óleo é reaquecido diversas vezes, podendo causar a oxidação da gordura, o que é prejudicial para a circulação sanguínea. Isso não significa que em casa está liberado. Evite! Refrigerantes: essas bebidas, mesmo as que não têm açúcar, não são uma boa opção. Eles possuem muitos conservantes, corantes, estabilizantes (e alguns, também, adoçantes). Essas substâncias sobrecarregam o fígado para que sejam eliminadas. Além disso, alguns possuem cafeína também.

Diga não a NanoFobia

Diga não a NanoFobia
Adote um anão

Carnaval 2010 - São João Nepomuceno/MG

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Cachoeira da Fumaça - São João Nepomuceno/ MG - Carnaval - 12-16/02/2010

Parque Estadual da Pedra Branca - Jacarepaguá - RJ/RJ

Parque Estadual da Pedra Branca - Jacarepaguá  - RJ/RJ
Travessia Pau da Fome/ Camorim - 1/05/2010

Peito do Pombo - Barra do Sana - Macaé/RJ

Peito do Pombo - Barra do Sana - Macaé/RJ
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Travessia Tijuca X Jacarepaguá

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Powered by Trilhas RJ - 8.8.2010

Blog do FutMesa Dadinho do Mecão

Dicas para uma dieta bacana

Comer bem não significa viver à base de produtos light e diet. Uma alimentação saudável contém mais produtos naturais e menos industrializados. Deve ter mais variedade e menos quantidade.

- Ficar muito tempo em jejum trava o metabolismo. Sem energia, o organismo passa a poupá-la. Alimentar-se a cada três ou quatro horas (cinco a seis refeições ao dia) é essencial para ter disposição e saúde e também para emagrecer.

- Começar o dia tomando café e se alimentando com carboidratos (como pães e frutas) é uma opção inteligente porque esse nutriente é fonte de glicose e energia. O cérebro só se abastece de glicose.

- Ao meio-dia, é estratégico comer proteína (carnes). Devido às suas propriedades nutricionais, o alimento evita a sensação de sonolência após o almoço. À noite, ao contrário do que pregam muitas dietas radicais, os carboidratos são opção porque estimulam os hormônios do sono e do bem-estar.

- Preparar-se para fazer lanches entre as refeições é simples. Não é motivo de vergonha levar um sanduíche com pão integral ao trabalho. "Na hora da fome ninguém pensa e, sem nenhum alimento saudável à vista, é mais fácil se render às guloseimas", diz Tatiana.

- A proteína do soro do leite (whey protein) pode ser introduzida sem medo na alimentação. É um produto industrializado, mas de alto valor biológico (150%) e de fácil digestão.

- Para conquistar uma vida saudável, combine alimentação equilibrada com a prática de exercícios físicos.


As dicas são da nutricionista Tatiana Ferraz, de São Paulo para o blog Missão de Peso

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