
Acho engraçado como as pessoas se interessam por minhas mudanças. Eu era muito mais transparente com IMC 57. No meu prédio, agora as pessoas falam comigo, conhecidos de outrora falam do blog, das minhas fotos no orkut ou qdo me encontram por aí e rola uma conversa.
O papo sempre gira entorno da operação, muita gente conhece alguém que precisa ou realizou o procedimento. Rolam perguntas em torno do cotidiano, do q se come, do q nào se come. A maioria torce a cara, acha complicado. Querem saber qdo vou voltar a comer normalmente.
Nunca comi normalmente na minha vida. Se alguma coisa está normal hoje em dia, esta coisa é minha alimentação.
Há privações? Sim, como não haver? A maioria delas acontecem nas madrugas. Pizzas e sanduíches ainda provocam sim. As coisas fritas, salgadinhos de forno, na madrugada cantam Enya para mim. Por isso prefiro o vínculo de não comer coisas de padoca.
Apesar de comer muita carne em vidas passadas, pães, bolos e biscoitos são os mais perigosos. São fáceis, garantem um improviso de 5 minutos. Era impossivel comer só um sanduba, ou só um salgado. Vc anda na rua e sempre tem onde comer. É ridiculamente mais facil comer um salgado com refresco q uma maldita maçã no Rio de Janeiro.
Outra coisa que dá força na hora da fome é focar em comer em casa. Existem várias vantagens em comer em casa. A comida em casa já está paga, não está pronta na maioria das vezes. Sempre demanda uma atenção, o q vai goela abaixo na rua é mais caro, mais fácil e gasta menos energia. Logo engordam mais.

Mastigar mais é muito importante, aumentar o numero de mordidas, implica em pedaços menores. Uma empada tem q ser muito valorizada.
Outra dica doida é a coisa cara. Coma coisas caras. se for tomar café, que tal Starbucks ou Kopenhagen? Esta semana almocei uma empadinha com um café na Colombo. Quase 7 reais. O lugar é lindo, viajei em cenas do passado naquele centenário estabelecimento.
Depois voltei pra casa de Metrô. Andar é básico.
To legal, e nem tão radical assim. Apenas não to nem um pouco afim de mudar minha trajetória dentro deste processo de encolhimento de pança.
Bola pra frente!
